sexta-feira, 27 de maio de 2011

Familiares de vítimas do voo 447 consideram relatório inconclusivo. Pai de uma das vítimas quer que presidente Dilma Rousseff cobre maior participação do Brasil na investigação

O presidente da Associação de Familiares de Vítimas do Voo 447, Nelson Faria Marinho, não viu grande novidade no relatório divulgado hoje com informações sobre o acidente com o Airbus A-330.

— Esse documento fala muita coisa e não diz nada. Não é novidade que o pitoto deu defeito. Saber que a queda ocorreu em três minutos e meio não muda nada — afirmou. — O que vai valer é o relatório final — acrescentou.

Marinho, que perdeu o filho Nelson no acidente, insiste para que o conteúdo da caixa preta seja avaliado por técnicos de um país neutro, para garantir a isenção do relatório. Ele já pediu, mas ainda não foi concedida, uma audiência com a presidente Dilma Rousseff para cobrar maior participação do Brasil na investigação.

— O Tratado de Chicago garante que o País mais perto do local do acidente participe da investigação. Se o Brasil estivesse presente, não levariam a caixa preta — afirmou.

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